Brasília - Depois de se recusar a ficar em jejum, o governador licenciado do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda, realizou diversos exames ontem na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde está preso desde 11 de fevereiro. De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, o resultado do eletrocardiograma constatou “alteração discreta na arritmia”, mas com “mais característica de benignidade”.
De acordo com o médico, o governador está bem, apesar de o tornozelo direito estar um pouco maior do que o esquerdo. Mas, segundo Caiado, o inchaço pode ser efeito “possivelmente” da cirurgia realizada em novembro.
“Não é comum edema 90 dias após a cirurgia, mas pode (ocorrer)”, disse Caiado ao sair da PF. Ele acrescentou que a trombose foi descartada por exames anteriores.
O médico disse também que não há necessidade de internação em caráter emergencial, mas que será necessário aguardar os resultados de todos os exames realizados para fechar um diagnóstico mais elaborado. De acordo com o médico, em um determinado momento a pressão do governador chegou a 16 por 10. Por isso, Arruda será submetido a um monitoramento constante da pressão arterial.
BRIGA DE MANIFESTANTES
Segundo Caiado, o prontuário médico indica que a dose de antidepressivos do governador foi dobrada. Na terça, a mulher de Arruda disse que o governador não estava suportando o tempo na prisão e se alimentava muito mal.
Momentos depois da saída do médico particular de Arruda, dois manifestantes, um a favor e outro contra o governador licenciado, estiveram próximos de trocarem pauladas em frente à Superintendência da Polícia Federal. A briga começou quando o desempregado Carlos Pereira de Sousa, que protestava contra o mau atendimento recebido por sua mãe nos serviços de saúde, tentou arrancar faixas de apoio a Arruda estendidas em frente à PF pelo aposentado José Lopes. Mas agentes da PF impediram a briga dos dois homens.
Fonte: O Dia